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Geral

Os bugios precisam de nossa ajuda

02/05/2021

Os bugios estão sendo agredidos e mortos porque muitas pessoas pensam que eles são os responsáveis pela transmissão da febre amarela. Isso não é verdade.

Capa de Os bugios precisam de nossa ajuda

Você mataria o seu anjo da guarda?

Os bugios não transmitem a febre amarela para o homem e não são responsáveis pelo rápido avanço da doença. A verdade é que a febre amarela está dizimando as populações de bugios, principalmente do bugio-preto. Essa espécie também está sendo dizimada pela falta de informação.

Como assim? Ocorre que muitas pessoas acreditam que os bugios transmitem febre amarela e por isso estão matando esses animais. Mas isto não é verdade. O bugio é nosso aliado na luta contra o vírus da febre amarela. Esses animais são muito sensíveis ao vírus e morrem rapidamente, alertando-nos de que o vírus está presente em uma determinada região. Essa informação é muito importante para que a Secretaria da Saúde providencie a vacinação das pessoas nas cidades, nas vilas e comunidades dessa região, evitando dessa forma que a febre amarela atinja a população humana. Podemos dizer então que os bugios ajudam a salvar muitas vidas humanas, atuando como sentinelas.

O bugio não transmite febre amarela, pois somente o mosquito é capaz de transmitir o vírus. O bugio é uma vítima do vírus, assim como nós. O bugio está ameaçado de extinção em nosso Estado e por isso devemos direcionar esforços para a conservação dessa espécie tão importante para o ambiente e a cultura do povo gaúcho.

E lembre-se do que diz o Telmo de Lima Freitas na letra do bugio “O Ronco do Bronco”:

O bugio tá na mata // não mate o bugio // é mais uma vida // com seu desafio // conserve o que é nosso // conserve o que é seu // não tire uma vida // que você não deu.

(FONTE: Gerson Buss, Fernanda Zimermann Teixeira & Thaís Michel - Programa Macacos Urbanos – UFRGS)

VEJA O VÍDEO DA CAMPANHA PARA AJUDAR O BUGIO A SOBREVIVER

CONHEÇA MAIS SOBRE O BUGIO

O bugio (também conhecido por guariba, barbado ou macaco-uivador) está entre os maiores primatas neotropicais, com comprimento de 30 a 75 centímetros. Sua pelagem varia de tons ruivos, ruivo acastanhados, castanho e castanho escuro. No caso da subespécie Alouatta guariba clamitans, os machos são vermelho-alaranjados e as fêmeas e jovens são castanho escuros. Ele é famoso por seu grito, que pode ser ouvido em toda a mata, e pela presença de pêlos mais compridos nos lados da face formando uma espécie de barba.

O Alouatta guariba é a espécie de bugio que habita a Mata Atlântica, desde o sul da Bahia (subespécie Alouatta guariba guariba) até o Rio Grande do Sul, chegando ao norte da Argentina, na região de Misiones (Subespécie Alouatta guariba clamitans). As duas subespécies constam na lista do Ibama como criticamente em perigo e vulnerável, respectivamente.

O desmatamento ameaça a sobrevivência dos bugios de diferentes maneiras. A mais evidente é a retirada da vegetação, o que restringe seus ambientes a pequenos fragmentos isolados.

  • Nasce em todas as estações do ano, depois um período de gestação de cerca de 140 dias.

  • Filho fica agarrado às costas da mãe durante os primeiros meses de vida.

  • Maturidade é atingida entre um ano e meio e dois anos.

  • Alimenta-se predominantemente de folhas, flores, brotos, frutos e caules de trepadeiras.

  • Se locomove vagarosamente com a auxílio de sua cauda preênsil, que pode atingir 80cm.

  • Pode atingir até 9 kg de peso.

(FONTE: WIKIPEDIA)

COMO VOCÊ PODE AJUDAR

  • Converse com seus familiares e amigos sobre este assunto e conte a verdade.

  • Se você trabalha em escolas, convença seus colegas a levarem este assunto para as salas de aula. As crianças são nossos maiores aliados na luta pelos direitos dos animais.

  • Compartilhe essa notícia com o maior número de pessoas possível e peça para elas repassarem.

  • Divulgue o link do vídeo no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=cFihQsIcEgs

  • Coloque o vídeo em seu bolg.

  • Se você for testemunha de uma violência contra os bugios, denuncie ao Ministério Público.