Barriguinha Cheia para os cavalos resgatados das carroças
13/03/2012
Com a estiagem deste verão os pastos do sítio em que eles estão abrigados secou e a ONG Chicote Nunca Mais precisou de ajuda. E ela veio em forma de uma maravilhosa doação dos amigos dos animais.

VAKINHA ENCERRADA
É com muita alegria que comunicamos o encerramento da campanha Barriguinha Cheia - Edição Cavalos que arrecadou dinheiro para a compra de alfafa que irá alimentar os cavalos resgatados pela ONG Chicote Nunca Mais.
E AGORA, O QUE SERÁ FEITO COM O DINHEIRO...
Arrecadamos R$ 3.450,00. Descontadas as taxas bancárias, todo o restante do dinheiro será usado para a compra de aproximadamente 5 toneladas de alimento. Esta quantidade garantirá um inverno mais tranqüilo para os 33 cavalos abrigados no sítio.
Pagamento aguardando liberação R$ 3.450,00
Taxas sobre pagamentos a liberar R$ 192,52
Tarifa de transferência bancária R$ 6,00
Total líquido R$ 3.251,48
A última doação foi realizada no dia 28/03. O sistema da Vakinha demora cerca de duas semanas para liberar o dinheiro. Portanto, poderemos comprar a alfafa apenas após o dia 14/04. Enquanto isso, a turma do Chicote Nunca Mais está fazendo pesquisas de preço junto aos fornecedores. Assim que a entrega da alfafa acontecer, iremos visitar o sítio da ONG e trazer para vocês imagens inéditas desse doce paraíso dos cavalos do asfalto. Aguardem.
Clique aqui para acessar a VAKINHA
ALFORIE UM CAVALO
A ONG busca tutores temporários ou adotantes que sejam proprietários sítios, chácaras ou fazendas. É fundamental que sejam boas pessoas, capazes de entender que são animais muito maltratados, alguns com seqüelas graves e que não podem mais ser usados para trabalho pesado.
Alguns animais são do plantel retirado da EPTC. Eles não foram retirados das ruas por estarem felizes e bem cuidados. Cada um de alguma forma já sofreu seu quinhão.
“Estamos trabalhando para que não existam mais leilões em Porto Alegre e, para reduzir o plantel da Prefeitura, cuja guarda fica com a EPTC. Vamos construir juntos a cidade que queremos... Sem cavalos nas Ruas!” convida Fair Soares.
Para fazer seu cadastro, entre em contato pelo e-mail fairde@gmail.com
CONHEÇA A ONG CHICOTE NUNCA MAIS
A Chicote Nunca Mais, organização não-governamental sediada em Porto Alegre, RS, foi criada para combater o desfile de horrores com carroças puxadas por cavalos com fome, sede, feridos, mutilados ou espancados em via pública, competindo com os automóveis, em um medievalismo insano.
Utiliza-se dos instrumentos que a lei disponibiliza aos cidadãos para ver reconhecidos os direitos dos animais.
A ação da Chicote Nunca Mais é minimizar o sofrimento desses animais, oferecendo gratuitamente assistência veterinária, tratamento e recuperação dos "cavalos do asfalto", com atendimento domiciliar e formação do vínculo entre carroceiro e cavalo.
Atua também no recolhimento dos eqüinos vítimas de maus tratos ou abandono, buscando judicialmente a punição dos culpados.
ASSISTA A MATÉRIA DO GLOBO REPÓRTER SOBRE O TRABALHO DA ONG
>> Mulheres enfrentam carroceiros e livram cavalos de chicotadas
EMOCIONE-SE COM A HISTÓRIA DE CLARA
A Chicote Nunca Mais foi acionada pelo veterinário do CCZ de Viamão, Dr. Luiz Paes.
Por solicitação de moradores locais, o Dr. Luiz foi atender uma égua que havia quebrado a pata. No local, constatou que o animal estava no último trimestre de gravidez. A eutanásia, portanto, seria de dois animais.
Sensibilizado, ligou para a Chicote Nunca Mais e verificou a possibilidade de ficarmos com ela viva, para que, antes da eutanásia, o potro recebesse pelo menos o colostro.
Fizemos contato com a PATRAM e viabilizamos o local onde ficaria o transporte, pois nem isso a Prefeitura de Viamão forneceu. No dia seguinte, fomos todos ao local e constatamos que a fratura já estava consolidada, portanto, não era recente.
Moradores locais contaram que, depois da fratura, o carroceiro estava utilizando a égua para reprodução. Esta seria sua segunda gestação com a pata quebrada.
Foi recolhida e ficou no sítio da Sara que lhe deu o nome de Clara. Foi acompanhada pela veterinária e, quinze dias depois do recolhimento, para surpresa de todos, nasceu a Esperança: uma linda potrinha.
Quando a Esperança estava com dez dias as duas foram morar na Serra Gaúcha sob a responsabilidade da nossa querida amiga Daniela. No local, já morava a Margarida que foi retirada de um lixão na capital, onde estava para morrer.
Atualmente, a Esperança tem duas mães, Clara e a Margarida, que se dividem na maternidade com a pequena. Seu tratador fez uma proteção de couro para a fratura para não escarar o local.
A vida prevaleceu através da sensibilidade do veterinário, dos moradores locais, do auxílio da PATRAM, da Sara e do amor da Daniela, para felicidade de todos nós.