





BOB - Cão adulto de dois a três anos, mestiço de LABRADOR, castrado, registro de microchipagem, desvermifugado e vacinado. Cão macho, porte médio e de ótima índole. Interessado em adotar para lar amoroso e cheio de respeito? Contate: 51 95 37-0880, ou renata.becher@gmail.com O histórico do Bob, um jovem canino-macho, adulto de cerca de dois a três anos, é semelhante a muitos animais vítimas de maus tratos. Ele tinha um dono (o qual eu pessoalmente não conheci), que era dono, mas não alimentava o animal direito, não vacinava, não levava ao veterinário para consultas regulares, se é que algum dia levou; ainda, não desvermifugava enfim, pouco se preocupava com o bem estar do animal. Facilmente esse cenário se enquadra como maus tratos e infringe inclusive a Lei de Crimes Ambientais ensejando na aplicação das penalidades nela previstas. Porém, o que de fato aqui nos interessa é que Bob vivia diuturnamente nas ruas (abandono de incapaz), mais especificamente na parada 21 da Lomba do Pinheiro, que faz divisa entre Porto Alegre e Viamão. Assim, no dia 29/11/2015 ao avistar o cão conhecido como Bob, durante a participação numa ação social que estava sendo realizada naquela localidade, verifiquei que o mesmo estava sangrando em ambas as orelhas. Não estou me referindo a qualquer sangramento e sim a duas “línguas” enormes de sangue que corriam constantemente como se o bichinho estivesse em carne viva. Me aproximei do animal e do grupo de moradoras que perto dele se encontravam. Uma senhora simpática e bem jovem me informou que ele vivia nas ruas apesar de supostamente ter um dono, e que esse dono teria cortado com uma tesoura de cortar grama a orelha esquerda do animal, e havia tentado cortar a outra, mas fora impedido por vizinhos incluindo a própria senhora que me relatava os fatos. Ainda, esta esclareceu que o malfeitor e autor do ato malévolo possui uma filha a qual foi acionada por esta vizinha que estava me contando os fatos, e que por esta filha ser advogada buscou o cão e providenciou a amputação do pedaço de orelha que havia ficado. Após esse procedimento veterinário que, de fato, eu desconheço a verdade dos fatos logo, podendo ser meros boatos, o cão havia sido restituído ao seu local de origem, ou seja, a rua! Assim, no dia 29/11/2015 auxiliada pela gentil moradora passei o remédio popularmente conhecido como “prata” ou “azulão”, na intenção de evitar que uma bicheira se instalasse no ferimento. Nesta ocasião, percebi que o animal estava com bastante sangramento sobre o focinho, e o remédio também foi aplicado com o cuidado de não atingir os olhos do Bob. Deixei o medicamento com a senhora moradora e trocamos telefones para que eu pudesse ter notícias sobre o animal. Ao longo dos dias a senhora foi me repassando fotos, ministrando o anti-bicheira, rifocina para cicatrização bem como, outro medicamento que depositei recursos para que ela adquirisse e ministrasse na intenção de ajudar o bichinho. Porém, o sangramento somente sedia quando aplicava o anti-bicheira, mas, logo voltava a sangrar conforme fotos da orelha não amputada (doc. anexo). O quadro se agravou e o Bob passou a sangrar sobre o olho (foto anexa). Fiz o pedido de internação junto a SEDA, e no dia 10/12/2015 após uma gentil carona busquei o Bob na Lomba do Pinheiro, e acompanhada da caroneira e da jovem senhora moradora levamos ele à SEDA. A internação foi imediata e a veterinária me questionou sobre eu ser a dona do animal, pois aquilo que ela estava verificando se enquadrava em crime de maus tratos. Assim, contei a situação conforme relato acima, e pedi ajuda. A veterinária elucidou que o problema dele se agravou com o corte da orelha, mas me mostrou, elevando os pelos do Bob, que ele já estava sangrando pelos poros. Explicou que a doença dele se equiparava a leucemia em humanos, ou seja, ele estava praticamente sem células de defesa e por isso, sangrando continuamente, e sem cicatrizar a terrível amputação praticada pelo humano que já citei. Ela, a veterinária, me explicou que a doença fora causada pela picada de carrapato(s) devido a situação de rua e falta de cuidados básicos como a vacinação e uso de anti-pulgas e anti-carrapaticida. Que a má alimentação também havia agravado o quadro e que poucas esperanças ela poderia me dar de sobrevivência do canino. Confesso que sai de lá, da SEDA, aterrorizada e triste, não só eu, mas minhas companheiras de salvamento! Os dias foram passando, as notícias da entidade são poucas e sempre através do site da Prefeitura, e eu só pedia que não me ligassem para avisar do falecimento. No dia 15/12/2015 registraram a primeira informação no protocolo do paciente. Nesta constava que “Está se alimentando. Ainda pálido. Aguarda resultado dos exames”. Uma alegria a comemorar: ele estava sobrevivendo, ganhando tratamento e estavam investigando. Assim, com muita espera e na torcida mantive contato com a moradora da Lomba do Pinheiro devido ao interesse e preocupação demonstrada pela mesma. Agora essa semana tive a grata e feliz surpresa de que o meninão – Bob, não só estava recuperado como estava de alta da SEDA. Na busca ao falar com a veterinária que me entregou o animal ela me explicou que fora comprovada a baixa das defesas, pela infestação de carrapatos, e que ele de fato quase foi a óbito, pois chegou muito fragilizado na entidade. Ele foi castrado e recebeu um microchip que está agora relacionado ao meu nome (CPF e RG). A veterinária ainda me informou que ele precisa de boa alimentação, e cuidados básicos, e também me esclareceu que ele já havia sido atropelado, pois tem fratura antiga registrada. Agora com muitaaaaaaaaaaaaa alegria de saber que essa vidinha está salva e muito bem de saúde, que faço um apelo por uma adoção consciente e responsável desse peludo lindo, carinhoso, e que parece demais com um labrador. Portanto, como Bob passou por muitas dificuldades acredito que esse anjo canino mereça um anjo humano que lhe dê amor, alimentação, abrigo, espaço, nada de correntes enfim, que lhe respeite como a um irmão. Sua aparência de labrador não é coisa de alguém que quer doar para não devolver o animal às ruas; olhe as fotos e comprove você mesma(o)! Olha o rabo, a orelha que restou (rsrsrsrsrs), a pelagem, porte, língua, e ele baba igualzinho a um labrador. Na rua estava em convívio com outros cães de rua, e é comprovadamente sociável. Na casa de passagem ele tem demonstrado ótimo entrosamento com os demais hospedes, porém, sem dúvidas é um cão alfa. Obrigada! Renata F: 51. 9537-0880 (com whats).